sábado, 19 de dezembro de 2009

Aquela Bruna [Reprise]

Este não é o mesmo post que aquele de mesmo nome. O "Reprise" é inspirado em alguns musicais, que possuem melodias semelhantes para duas músicas distintas e normalmente têm em suas letras uma continuação de um mesmo assunto Assim, a segunda possui o mesmo nome da primeira, com a palavra [reprise] para diferenciar.

Pare esta [reprise], ocorre que a indagação sobre "várias Brunas" surgiram em minha mente (NOVAmente!) e resolvi passá-las para o "papel". Sendo esta a proposta deste blog, não há porque não utilizar para "tirar" um pensamento da cabeça - ou registrá-lo.
São estes pensamentos que fazem de Bruna (me!!!), Bruna. Só sei que sou eu "aqui dentro" por causa deles. Penso, por isso sou*. Se tudo mais for ilusão, em momento algum posso duvidar do fato que sou. Se não eu, quem está perguntando-se sobre "ser"?

Sou, portanto. No entanto, não de forma estática. Da mesma maneira que o mundo segue mudando em sua história, eu mudo. De acordo ou não com o restante, pois "sou" de forma individual: não há outro eu, do mesmo jeito que não há outro como o eu de ontem. Como uma linha do tempo, única e sem volta.

A influência do meio e dos outros "seres" alteram e mantém a linha em movimento, porém a forma que recebo estas influencias, varia. Posso não "ser" algo extraordinariamente novo, os pensamentos podem não vir de um nada, mas a capacidade de misturar idéias, influências e acontecimentos, fazem de mim um indivíduo.

Por fim, "ser" é como um texto: Por mais que o desenvolver deste seja alterado, um parágrafo está ligado ao outro. Como "ontem" eu era uma pessoa que criticava o mundo (e todo mundo!), hoje (na maioria das vezes) sou uma que procura compreender.



*Sim, parece uma pobre imitação da máxima de René Descartes. "Cogito ergo sum".

sábado, 12 de dezembro de 2009

Aquele Layout

Como eu sei que você (acabou de clicar no link do blog no meu msn sem querer) visita diariamente este blog, deve ter percebido que mudei de layout.

Por que?

Eu criei há tempos atrás uma versão em inglês para este blog.
Fail, pois nunca mais o visitei, só lembrei agora que aquilo existe.
Todavia, ao criar a super duper English version para este, fiz um layout
(por layout, entenda a imagem lá em cima, eu não entendo de layouts) para, e ficou melhorzinho.

Primeiro porque eu inclui as palavras
SATURN e MARTIANS. Segundo porque eu escrevi B R U N A com o R da revista Roling Stone e o U do CD do U2. Nada de mais, mas eu gostei.
Claro que ao invés de AQUELA BRUNA, o destaque está no THAT. Ah, whatahell, inglês com português é meu idioma oficial. Total Loser ou NOT, it's my damn blog
.

E a confusão no tamanho da fonte é inspirado em outros blogs/sites/afins. Sim, roubei. Só para este post ;D





Last coffee vegetarian we stop we down blog word london that over aquela don't the par laugh saturn martians day you Bruna what that bruna day one as hi elegance you so we ill kick lemon now flower your nose or when you're music picture it's going to now

sábado, 28 de novembro de 2009

Aquela falta de idéias próprias

!


Falta de idéias próprias é a doença de novas gerações. No século XXI então, nem se fala. Primeiro porque, após mais de 2000 anos de humanidade, fica cada vez mais difícil pensar algo extremamente novo. Segundo porque ninguém quer saber das suas idéias.

Existe uma grande diferença entre pensar e chegar a uma conclusão por si só e "absorvê-las" de outros. O problema é que dificilmente percebe-se essa diferença. Acaba que cada um é uma grande quantidade de idéias roubadas perambulando por aí. Roubamos elas de um livro, um programa de tv, uma conversa, um filme (...). Readaptamos e acreditamos fielmente que chegamos a este final sozinhos, as reproduzimos como de autoria própria. E isso acontesse tantas e tantas vezes que, se algum dia for algo novo, que você "pensou sozinho", nem será percebido.

Até o tema deste post nada mais é que a adptação de outras. Há um bom tempo atrás li "A Arte de Escrever" de Schopenhauer. Para ele a "Leitura não passa de um substitudo do pensamento próprio". Um livro que critica ferozmente aquele que lê em demasia.

"Ah, essa pessoa deve ter pensado muito pouco para poder ter lido tanto!". (Schopenhauer)

Porém, outro problema que enfrentamos nesta carência de idéias próprias é necessidade de ter nome para ter idéias, ou elas não valem nada. É simples, você pode falar a mesma frase para as pessoas, em um caso dizer que é sua, no outro dizer que é de Einstein. Você defendê-la sozinho não valerá nada, mas quem vai discutir com Einstein?
Meu professor de redação recomendava, se puder citar alguém em seu texto, o faça. Assim você não começa seu parágrafo sozinho, é você e Einstein.

Fica a dúvida. Pensar por si só ou encher a cabeça oca de pensamentos alheios?

"A peruca é o símbolo mais apropiado para o erudito puro. Trata-se de homens que adornam a cabeça com uma rica massa de cabelo alheio porque carecem de cabelos próprios". (Schopenhauer)


domingo, 22 de novembro de 2009

Aquela Nostalgia

A intenção não era escrever um texto longo. Também não resolvi entrar aqui pelo óbvio fato de que fazem semanas que não "dou as caras" neste blog e, sequer posso dizer que é pela vontade de escrever. Escrever escrevo todo dia, no quadro negro que coloquei em uma parede aqui em casa, no caderno com as minhas poucas e bagunçadas anotações e nas muitas páginas que essa World Wide Web nos proporciona... Quase esqueço do mais importante, escrevo frequentemente em um de meus cadernos que estão sempre a mão para um momento "papel e caneta".

Eis que hoje resolvi escrever como Aquela Bruna que criou este blog, pois estou em mais um dos momentos "várias Bruna". Ocorre que, por algum motivo, eu acordei e tinha 10 anos hoje: as 9:30 da manhã louca para preparar um copo de nescau (propagandas a parte), me jogar no sofá e assistir desenhos. Não tinha nescau e muito menos desenhos passando na tv, então voltei a dormir e voltei a realidade...

Somos umas criaturas engraçadas, nós dos polegares opositores. A melhor noção de tempo, com direito a calendários, relógios e agendas, uma boa habilidade para conjugar um par de verbos no passado ou no futuro - embora alguns sofram um pouco nessa parte -, porém ainda demoramos algum tempo para perceber que o tempo passou.

Um dia você acorda e percebe que 9 anos passaram.

É difícil dizer que você é a mesma pessoa de 9 anos atrás. Se colocar lado a lado a vida daquela Bruna de 10 anos e desta, que corre os dedos pelo teclado neste momento, quais as semelhanças? E nem é preciso voltar 9 anos atrás, há um ano atrás as coisas eram extremamente diferentes... Vou dormir hoje, e em breve posso acordar com uns 19 anos e perceber que são, na verdade, 28.

E o engraçado é que, embora seja assustadora essa corrida pelo tempo, é um tanto quanto fascinante. Não passo a minha vida com os 10 anos, sigo em frente e os 10 anos ficam apenas na memória para provar que existiram e para que, de tempos em tempos, eu acorde cedo num domingo de manhã com aquela vontade de assistir desenhos tomando nescau.