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Aquela Liberdade


Demorei muito para chegar aqui e escrever sobre minha liberdade. Acho que porque não foi uma grande mudança, ela estava para acontecer a um bom tempo. Não foi a queda da bastilha, sequer o grito do Ipiranga. Foi mais uma "carta de alforria", assinada por uma diferente "princesa Isabel", a mesma indiferença com o destino do alforriado, porém.

Dias antes da carta, a princesa Isabel" falou que é preciso "um caminho de duas vias", que os benefícios recebidos devem ser compensados. O que ela não percebeu - e talvez nunca perceba - é que existe uma grande diferença entre o que é considerado "benefício" nestas "duas vias". O que ela pode ter considerado um benefício, eu considerei uma obrigação. O que ela considerou obrigação, considerei benefício. Depois disso, a escolha foi confusa, difícil para minha posição. No entanto, foi certa.

Em algum filme ou livro, que no momento não recordo, um personagem comentava que uma hora você deve decidir entre o que é certo e o que é fácil. É claro que neste momento, este personagem referia-se a algo muito mais grandioso, heróico, claramente "certo". Eu aplico a frase, no entanto, para algo bem menor e insignificante (para o resto do mundo, ao menos): Eu! :)

Eu faço escolhas na minha vida, e sei que muitas delas seguem o fácil. E é o certo? Depende da próxima decisão. E esta decisão, para mim, foi.
Agora, andando pelo mundo como aquela Bruna livre, que um dia eu já fui, procuro pelo meu novo caminho.

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