O professor Élio era professor de cursinho, e sabe o que eu sinto falta de professor de cursinho? Eles sabiam o que cairia no vestibular, repassavam isso e pronto, acabou. Sem margem para lição de moral e discussões sobre certo e errado, salvo algumas aulas de redação. E este é o momento em que Aquela Bruna do 1º ano manifesta-se. Saudades disso? A Bruna não era aquela que não perdia uma discussão, principalmente sobre assuntos discutíveis, política, economia, etc...?
Eis aí a grande diferença entre esta e aquela. Entre ontem e hoje. Eu costumava adorar uma discussão sobre algum assunto polêmico e/ou ideológico. Buscava isso com os professores na aula e encontrava respostas e mais perguntas de algumas das minhas colegas - e grandes amigas - enquanto o resto da sala caia na distração.
Mas eu tinha 15 anos e queria salvar o mundo.
Hoje eu tenho 19 e não sou mais tão iludida.
Não que a tentativa de salvar o mundo, as discussões e o jeito pseudo-crítico (conforme já me definiram) não tenham ajudado em nada. Não salvei o mundo, mas aprendi a pensar. Hoje, ao invés de repetir o que falava quando tinha 15 anos - que em sua maioria eram conceitos direto do "livrinho básico do senso comum" - eu procuro ficar calada, deixo para buscar uma resposta. Salvo algumas exceções, como quando o excesso de hipocrisia, na hora da lição de moral e das discussões sobre o certo e o errado, aparecem em uma aula, não mais de cursinho, muito menos de ensino médio.
Parece que eu fui a única que abandonou o "livrinho básico do senso comum"...